Para continuar na Venezuela, CNN deve se curvar à censura

Uma notícia veiculada no site esquerdista Opera Mundi relatou que “Maduro iniciou um processo administrativo contra a [rede de TV norte-americana] CNN por fazer propaganda de guerra contra a Venezuela”. O vídeo com trecho de um discurso de Nicolás Maduro no qual ele fala sobre isso pode ser assistido,clicando-se aqui.

Será que Maduro está querendo “fritar” a CNN por matérias como essa abaixo?

Não estou aqui a defender incondicionalmente a rede CNN, já que não confio cegamente em nenhum veículo de comunicação de massa. Mas, se até a Rede Globo, que veicula todo tipo de lixo midiático e recebe bilhões de reais para fazer propaganda de estatais, tem liberdade para propagar o que quiser, por que a CNN não teria? A “liberdade” na Venezuela é diferente da que temos aqui? Sim, pode ser. Mas seu conceito não pode ser relativizado nem negociado. Um veículo que tem a missão de levar uma opinião livre a ser analisada pelo cidadão não pode sofrer coerção de um partido, pois isto é sim pisar na democracia e na liberdade de expressão.

Processar uma TV por divulgar mentiras, é uma coisa. E isso deve ser feito dentro de um ambiente com real segurança jurídica e isenção. Mas, proibir, pura e simplesmente, uma empresa de TV de divulgar imagens e fatos verídicos só porque expõem a podridão daquele governo tem um só nome: CENSURA! E a censura não anda junto com a democracia. Uma coisa é moderação, sempre sujeita ao consenso público; outra é a censura, característica da autocracia totalitária.

Ora, qualquer discurso que critique ou mesmo ouse discordar da retórica pueril do ditador comunista vira “propaganda de guerra”. Qualquer pessoa que adote esse mesmo discurso torna-se, instantaneamente, inimiga da Venezuela, segundo a mente psicopática e delirante de Nicolás Maduro.

E assim acontece sempre que um comunista é confrontado com a evidência mais óbvia que existe acerca do sistema político socialista: não há como tornar todas as pessoas iguais [o que significa unificá-las, mas não uní-las] sem usar de violência física e moral. O assédio moral [aqui, uma atenuação] sempre precede o assalto físico, seja em forma de violência sexual, espancamentos ou expropriação. E isso é práxis comum nos governos ditatoriais de esquerda, dos quais o regime chavista é caricatura grotesca [porém, real].

Como ainda há gente que não tenha vergonha de afirmar que o governo atual da Venezuela é “democrático”? Não respeita a Liberdade de Imprensa, de Expressão, a independência dos Poderes [pois os capturou às vistas de todos], a livre iniciativa e viola, reiteradamente, os Direitos Humanos dos quais a Esquerda mundial, cinicamente, se diz defensora.

Motivos não faltam para que se mova contra o governo de Maduro processos por crimes contra a Humanidade [incitação ao genocídio] e violação dos Direitos Humanos.

E mais ainda: cabem processos no Brasil por ocultação de notícias e conivência com a censura na Venezuela contra a maior parte dos veículos de comunicação de massa [Folha de São Paulo, Rede Globo e outras redes de TV, grupos de rádio. etc.] que, de 12 a 17 de fevereiro, simplesmente privaram toda a população brasileira do direito a ser informada sobre os graves atentados do ditador venezuelano [ou melhor, colombiano] contra o povo da Venezuela.

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