Hugo Chavez, presidente e ditador venezuelano

Hugo Chavez Frías (1954-2013) era militar quando ganhou notoriedade no plano nacional ao comandar um fracassado golpe de Estado contra Carlos Andrés Perez, então presidente venezuelano, em 1992. Fundou o Movimento “Quinta República” e reuniu em torno de si muitos esquerdistas.

O discurso que adotou para promover o que chamou de “Revolução Bolivariana” se baseava na redistribuição de renda, combate à pobreza e enfraquecimento do controle privado da economia. Isso fez com que conquistasse popularidade suficiente para levá-lo à presidência em 1998, permitindo que ele se reelegesse em 2000 e 2006.

Paralelamente às mudanças, inicialmente benéficas, nas condições de vida da população, ocorreu uma centralização do poder nas mãos de Chavez e uma supressão gradual de todas as garantias de liberdade democrática. Chavez passou a nomear, pessoalmente, aliados seus para o Supremo Tribunal de Justiça, acoçou a oposição no Parlamento ao ameaçar diretamente seus líderes, ordenou prisões de oposicionistas de forma inconstitucional. Finalmente, por manobras, conseguiu acabar com o limite máximo de reeleições para presidente da República.

Sua obsessão pelo tal “socialismo do séc. XXI” (mais uma propaganda ao velho estilo da KGB) era tão grande que, pensando ser seu mandato vitalício, mudou o nome da Guarda Nacional para Guarda Nacional Bolivariana, como se o Estado Venezuelano passasse a ser identificado com o seu partido bolivarianista (o PSUV, Partido Socialista Unificado da Venezuela). Assim sendo, os partidos de oposição, que não professavam essa doutrina (o Bolivarianismo), figuravam então, praticamente, como organizações clandestinas, da “velha estrutura burguesa”, que só eram toleradas para evitar insurreições populares.

Perseguiu a oposição não apenas no Parlamento, mas em toda a vida nacional, censurando abertamente todo e qualquer meio de comunicação que não fizesse uma boa propaganda de seu governo. Qualquer crítica era respondida por ele e seus asseclas com ameaças, geralmente cumpridas, de cassação da concessão estatal e confisco de instalações e imóveis. A liberdade de expressão e reunião foi severamente diminuída em seu governo, permanecendo intacta apenas aos que lhe apoiavam ou toleravam seus desmandos.

Desarmou a Polícia nos estados controlados por seus adversários, facilitando, asism, a piora dos índices de criminalidade nesses estados. Isso é apenas um simples exemplo que demonstra que Chavez era um ditador nato, preocupado apenas com sua manutenção no poder, nem que para isso colocasse em risco a vida de muitos dos cidadãos venezuelanos. Ele não era presidente da Venezuela, mas apenas chefe de uma facção criminosa e totalitária (assim como todo partido de inspiração marxista) que não dá a mínima para a estabilidade da Nação.

No plano externo, aproximou-se velozmente da China, Rússia e outros regimes ditatoriais antiamericanos (como Irã e Coreia do Norte). Com esses países, assinou acordos comerciais, de cooperação tecnológica e militar. Mas, seu principal vínculo externo, como veremos no artigo sobre o Foro de São Paulo, é com Cuba, de onde é evidente que receba instruções e comandos estratégicos, uma influência invasiva que suplanta a soberania nacional e pela qual poderia ser enquadrado por crime de lesa-pátria.

A influência cubana fez-se notar pela “importação” de médicos e outros “profissionais” de Cuba que, suspeita-se, eram, em sua maioria, agentes de infitração e doutrinação (espiões a serviço do regime Castro). Agora, estabelecido o vínculo vampírico cubano sobre a Venezuela, o Exército venezuelano está virtualmente desmoralizado, enquanto milícias paramilitares praticamente dominam e policiam as ruas do país (por exemplo, a milícia dos Tupamaros).

Após a descoberta de que estava com câncer, começou um longo tratamento na Venezuela para combater a doença, transferindo-se depois a Cuba. Nesse ínterim, Nicolás Maduro era prepearado, nos bastidores, para sucedê-lo no caso de vir a óbito. Durante a ausência de Chavez, Maduro assume como ditador interino, alçando-se ao poder num pleito eleitoral conturbado e marcado pela repressão e violência contra manifestantes, logo após a confirmação da morte de Hugo Chavez, no início de 2013.

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